Segunda Parte - que compreende os anos que discorrem desde meados do de 1537 até fim do de 1540 (I)

O L Nicholao lop                                        cxx ? Rs.

Do sexto

O L alarcã                                                      Lx Rs.

Manoel vaz da cathed'ilha                       x Rs.

Legistas De p e vesp

O Doctor g Vaaz                                         C. L Rs.

O Doctor lopo Dacorda                             C L Rs.

Do Codigo

it. Ant° Dias                                                  xx Rs.

it. Manoel da costa                                    xx Rs.

Digesto Velho

it. lopo gètil                                                 xx Rs.

Instituta

O bl. Luis Da guarda                                   xx Rs.

O bl. Franco De leyria                             xb Rs.

O doitor manoel beloso                          xx Rs.

«Comparem-se estes ordenados com os que os lentes venciam anteriormente à transferência da Universidade, para se avaliar da liberalidade régia e da exatidão de Clenardo.»

[ XXXII ]                                                                                                                                               (§ 91)

SOBRE LUÍS DE ALARCÃO

Não se encontram publicados, segundo cremos, os documentos justificativos da cronologia universitária de Luís de Alarcão que Leitão Ferreira apresenta neste parágrafo, aliás concordante com a do Alphabeto dos Lentes.

É fora de dúvida, porém, que Luís de Alarcão ensinava em Coimbra no ano letivo de 1537-38, pois o seu nome figura na tabela dos lentes dos fins de 1537 como catedrático de Sexto, e em 11 de Novembro de 1537 testemunha o doutoramento de Manuel da Costa, realizado neste dia.

Como veremos no aditamento respetivo, começou a vigorar no ano letivo de 1539-40 uma profunda reforma da Faculdade de Cânones, a qual aumentou o quadro das cadeira e dos professores. Luís de Alarcão foi um dos lentes contratados, como se vê do seguinte passo da carta de D. João III, de 12 de Outubro de 1539, sobre os lentes de Cânones:

«E por quãto eu ordeno q aja cadeira do decreto e de bespera e nã tenho çerteza se alarcão he vS'Tdo ou nã. ey por bem q nã sendo vindo lea de bespora ou Decreto o Doctor navarro. quall das licoes elle mais quizer por q ja lho asy encomendey. E a outra atee vyr outro lente q espero que venha, lera o l.d° alvaro do quintal. E sendo vy-do alarcão lhe mãdares q lea a cadeira de bespera se navarro ante quiser ler decreto E querendo navarro ler a de bespera. lera alarcão ho decreto em modo que todas as sete lições de canones se leam e nã fique nhuã por ler... (M. Brandão, Documentos..., cit., p. 207).

O Dr. Martim de Azpilcueta Navarro leu efetivamente neste ano letivo duas cadeiras, e este facto parece mostrar que Alarcão não regeu no ano letivo de 1539-40.

Prova-se, porém, o seu magistério no de 1540-41 mediante o seguinte passo da carta do reitor Fr. Bernardo da Cruz, de 13 de Julho de 1541, a D. João III: «... algüs sospeitarõ qua q chamava V. A. para isto [um canonista assessor de Fr. Bernardo na Inquisição de Coimbra] ho doutor alarcon mas eu não ho creo porq demais de ser estranjeiro e naõ ter nisto nenhuã pratica não e tido qua por limpo de todos costados posto q de huã parte dizem ser de boa gente e elle em si e virtuoso e douto... » (M. Brandão, Alguns documentos..., cit., p. 83).

Na narrativa do Recebimento q fez a universidade ao muy alto poderoso e catolico rrei dõ J.° o terçeiro nosso S. no ano de 1550, publicado pelo Dr. Augusto Mendes Simões de Castro no vol. I do Boletim bibliográfico da Biblioteca da Universidade e em separata, encontra-se a justificação documental de que Luís de Alarcão, em 1550, não exercia o magistério, pois o autor do minucioso relato refere-o entre os presentes nestes termos: «e o d. alarcão do desembargo de S. alteza». 

Parece ter sido nula a atividade literária deste lente. Da sua pena podem ler-se hoje apenas três cartas: uma, sem data, publicada pelo Dr. M. Brandão em Alguns documentos..., pp. 54-55; as outras dadas à luz pelo Dr. Teófilo Braga no vol. II da História da Universidade de Coimbra, respetivamente de 2 de Julho de 1548 (a pp. 270-271) e de 3 de Junho de 1555 (a p. 189). As três cartas estão redigidas em castelhano; a última, foi traduzida pelo Dr. António José Teixeira (Documentos para a hist. dos Jesuítas, cit., pp. 687-688).

 [ XXXIII ]                                                                                                                                            (§ 93)

É de 11 de Outubro de 1539 o alvará de nomeação do Doutor Manuel Vaz para lente de uma cadeira pequena de Cânones.               

Neste alvará, publicado pelo Dr. M. Brandão (Documentos de D. João III, vol. I, p. 206), não se declara que Manuel Vaz continuava a leitura, como diz Leitão Ferreira; parece antes nova nomeação.  


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Vamos corrigir esse problema