Segunda Parte - que compreende os anos que discorrem desde meados do de 1537 até fim do de 1540 (I)

«Navarro se muestra en esto algo pueril, así como en decirnos en otro lado, después de grandes elógios á Domingo Soto, que se sentaba después de él en ias juntas.»

 [ LXIII ]                                                                                                                                                (§ 392)

FOI MARTINHO DE AZPILCUETA COLEGIAL DO COLÉGIO MAIOR DE OVIEDO, DE SALAMANCA?

Arigita y Lasa, ob. cit., pp. 106-108, examina este assunto, concluindo que «no nos es licito dudar que el doctor Navarro fué realmente admitido Colegial en el Mayor de Oviedo en el ano 1563, y no en el de 1524, en que por vez primera marchó á Salamanca.»

D. Enrique Esperabé Arteaga, na cit. Historia de la Universidad de Salamanca. t. II, pp. 325-326, porém, depois de traçar o currículo de Martinho de Azpilcueta na Universidade salmantina, com ponderosos argumentos conclui contrariamente.

[LXIV ]                                                                                                                                                (§ 445)

Martinho de Azpilcueta e Francisco de Monçon entretiveram, ao que parece, mútuas relações de estima e de consideração. Leitão Ferreira transcreve neste parágrafo a referência do Doutor Monçon a Martinho de Azpilcueta; por seu turno, este refere-se ao Doutor Monçon no Commento en Romance a manera de repeticion latina y scholastica de Juristas, sobre el capitulo Quando, de cõsecratione dist. prim..., Coimbra, M. D.XLV, p. 578, nos seguintes termos: «varon de crecida erudition y piedad cathedratico que fue desta vniuersidad renõbrado y es gran senor mio... ».

[LXV]                                                                                                                                                   (§ 483)

MARTIM DE AZPILCUETA, CRITICO DA VIDA COIMBRA

O Dr. Teixeira de Carvalho, no estudo intitulado A universidade de Coimbra no século XVI. Guevara, publicado nos vols. III, IV e V da Revista da Universidade de Coimbra, baseando-se nas censuras, juízos e informes que o Doutor Navarro consignou no comentário ao cap. Quando de consecratione dist. prima (vid. anotação ao § 574), assim na edição em romance como na versão latina, descreveu notavelmente a vida coimbrã nos meados do século XVI.

[ LXVI ]                                                                                                                                                (§ 574)

SOBRE O COMMENTO EN ROMANCE... SOBRE EL CAPITULO QUANDO, DE CONSECRATIONE..., DE MARTINHO DE AZPILCUETA, E SUA IMPORTÂNCIA PARA O CONHECIMENTO DA VIDA COIMBRA

O que Leitão Ferreira não alcançou, logrou-o o Dr. J. M. Teixeira de Carvalho dedicando a esta obra de Azpilcueta um erudito estudo, sob o título Um livro raro, o qual foi publicado no vol. II do Boletim bibliográfico da Biblioteca da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1915, e em separata.

 [ LXVII ]

ADITAMENTO AS NOTICIAS CHRONOLOGICAS DA UNIVERSIDADE DO ANO DE 1538

Leitão Ferreira não se referiu às seguintes providências oficiais de 1538, as quais se encontram publicadas pelo Dr. Mário Brandão no vol. I dos Documentos de D. João III.

1) 25 de Agosto de 1538.            

Carta de D. João III para o corregedor de Coimbra, Licenciado Augusto Cerveira, determinando-lhe que proponha, de acordo com Fr. Brás de Braga, a indemnização devida à casa de S. Lázaro e à comenda mor da Ordem de Cristo pelas propriedades que lhes haviam sido tomadas «para se fazer a rua de santa sofia e casas pera apousentaméto dos lentes e estudamtes».  

2) 26 de Agosto de 1538.            

Alvará proibindo aos estudantes de Coimbra trazerem espada, «punhall nê daga», de dia «pla çidade asy como tenho mandado que as nã tragã de noyte», sob pena de as perderem para o meirinho da Universidade.       

3) 14 de Setembro de 1538.      

Alvará isentando os carniceiros da Universidade de pagarem «imposição» pelo gado que para ela matassem.

4) 18 de Setembro de 1538.      

Alvará isentando de taxa, por vinte anos, as casas destinadas a aluguer que se construíssem em Coimbra, dos muros a dentro, durante o período de dois anos a contar da data deste alvará.

5) 19 de Setembro de 1538.      

Alvará proibindo aos estudantes da Universidade que tivessem «mãceba ou mulher sospeita em sua casa», sob pena de tais mulheres serem presas e da cadeia pagarem mil réis, metade para quem as acusasse e metade para a arca da Universidade.  

6) 20 de Setembro de 1538.      

Carta régia para o reitor da Universidade modificando algumas disposições do Regimento de Novembro de 1537. Esta carta, citada já na anotação ao § 35, contém as seguintes disposições:             

a) Sobre a época dos atos de bacharel.


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